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PT diz confiar em tesoureiro que omitiu empresa ao TRE-SP
Publicação: 23/7/2010
 
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou nesta sexta-feira (23) que não representa nenhum tipo de "constrangimento" o fato de o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff à presidência, José de Filippi Jr., ter de retificar a declaração de bens que entregou à Justiça Eleitoral no registro de sua candidatura a deputado federal por São Paulo.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, na declaração de bens entregue ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo do tesoureiro petista consta um patrimônio de R$ 1,23 milhão e é omitida, a propriedade a AFC 3 Engenharia - empresa que,segundo a Folha apresentou em 2009 um faturamento de R$ 649 mil reais. Filippi Jr disse à reportagem do jornal que ficou sabendo do "erro" pelos jornalistas e atribuiu o problema ao contador. Além disso, pedirá retificação da declaração para informar à Justiça Eleitoral sobre a empresa.

De acordo com Dutra não houve uma "falta grave" na omissão e "o que conta" em prol do tesoureiro foi o bom desempenho que teve na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não tem nenhum desgaste ou constrangimento. Não teve nada, não teve nenhum problema. A própria legislação permite retificar. Isso não é uma falta grave. Filippi foi tesoureiro da campanha do Lula, onde teve um desempenho de absoluta tranquilidade. É isso que conta para nós. Ponto", disse Dutra.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em princípio os candidatos a cargos eletivos podem encaminhar retificações da declaração de bens até o julgamento dos pedidos de candidatura. Caso haja suspeitas de irregularidades em qualquer declaração, o Ministério Público ou os próprios partidos políticos podem contestar a veracidade da listagem de bens.

Condenação anterior
Em maio deste ano, Filippi Junior, ex-prefeito de Diadema, foi condenado a devolver cerca de R$ 2,1 milhões aos cofres públicos da cidade de Diadema, em São Paulo. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

A decisão ocorreu pela contratação sem licitação do escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que também é petista. De acordo com o Ministério Público, o escritório teria embolsado cerca de R$ 2,1 milhões, no período em que foi contratado - de 1983 a 1996.

Filippi foi condenado em duas decisões do TJ. Na primeira delas, teve um voto a seu favor, o que tornou possível a reavaliação do caso. No segundo julgamento, perdeu por 4 a 1.


Fonte: terra.com.br



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